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No Conselho da União Europeia, os ministros do governo de cada país da UE se reúnem para discutir, alterar e aprovar leis, além de coordenar políticas.

Também é conhecido informalmente como Conselho da UE.

O Conselho da União Europeia define a direção política geral e as prioridades da UE.

Não é uma das instituições legislativas da UE, pelo que não negocia nem adota leis da UE.

Em vez disso, define a agenda política da UE, tradicionalmente através da adoçãode “conclusões”durante as reuniões do Conselho Europeu, que identificam questões preocupantes e ações a tomar.

Os ministros têm autoridade para comprometer os seus governos com as ações acordadas nas reuniões.

Junto com o Parlamento Europeu, o Conselho é o principal órgão de decisão da UE.

O Conselho da União Europeia não deve ser confundido com:

  • Conselho Europeu: cimeirastrimestrais , onde os líderes da UE se reúnem para definir as grandes orientações da política da UE
  • Conselho da Europa: não é um órgão da UE

O que faz o Conselho?

  • negocia e adota as leis da UE, junto com o Parlamento Europeu, com base em propostas da Comissão Europeia
  • coordena as políticas dos países da UE
  • desenvolve a política externa e de segurança da UE, com base nas orientações do Conselho Europeu
  • conclui acordos entre a UE e outros países ou organizações internacionais
  • adota o orçamento anual da UE, em conjunto com o Parlamento Europeu

Como é que o Conselho da União Europeia está organizado?

Os membros do Conselho Europeu são os chefes de Estado ou de Governo dos 27 Estados-Membros da UE, o Presidente do Conselho Europeu e o Presidente da Comissão Europeia.

O Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança também participa nas reuniões do Conselho Europeu quando são discutidas questões de política externa.

Não membros fixos do Conselho da UE.

Em vez disso, o Conselho reúne-se em 10 formações diferentes, cada uma correspondendo ao domínio político em discussão.

Dependendo da configuração, cada país envia o seu ministro responsável por essa área política.

Por exemplo, quando se realiza a reunião do Conselho sobre assuntos económicos e financeiros (o “Conselho Ecofin”), participam os ministros das Finanças de cada país.

Quem preside as reuniões?

O Conselho dos Negócios Estrangeiros tem um presidente permanente, o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Todas as outras reuniões do Conselho são presididas pelo ministro competente do país que detém a presidência rotativa da UE.

Por exemplo, qualquer reunião do Conselho do Ambiente durante o período em que a Estónia detém a presidência será presidida pelo ministro do Ambiente da Estónia.

A coerência global é assegurada pelo Conselho dos Assuntos Gerais, que é apoiado pelo Comité de Representantes Permanentes.

Este é composto pelos representantes permanentes dos países da UE junto da UE, que são, na prática, os embaixadores nacionais junto da UE.

Países da zona euro

Os países da zona euro coordenam a sua política económica através do Eurogrupo, que é composto pelos ministros da Economia e das Finanças desses países.

Reúne-se na véspera das reuniões do Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiros.

Os acordos alcançados nas reuniões do Eurogrupo são formalmente decididos no Conselho no dia seguinte, com apenas os ministros dos países da zona do euro a votar sobre essas questões.

Como funciona o Conselho da União Europeia?

O Conselho Europeu toma a maioria das suas decisões por consenso.

Se houver votação, nem o presidente do Conselho Europeu nem o presidente da Comissão participam.

Todas as discussões e votações são públicas.

Para serem aprovadas, as decisões requerem normalmente uma maioria qualificada:

  • 55% dos países (com 27 membros atuais, isso significa 15 países)
  • representando pelo menos 65 % da população total da UE

Para bloquear uma decisão, são necessários pelo menos 4 países (representando pelo menos 35% da população total da UE)

Em certos casos específicos previstos nos tratados da UE, as decisões são tomadas por unanimidade ou por maioria qualificada.

  • Temassensíveis, como política externa e tributação, exigem votação unânime ( todos os países a favor).
  • É necessária uma maioria simples para questões processuais e administrativas.