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O FOMC decidiu manter as taxas de juros na faixa de 4,25% a 4,50% durante a reunião de 17 e 18 de junho, mas a ata das discussões mostrou que há divergências sobre o ritmo certo para a flexibilização da política monetária daqui pra frente.
A ata destacou a luta contínua do banco central para equilibrar pressões econômicas conflitantes. Embora as autoridades tenham reconhecido que as pressões inflacionárias induzidas pelas tarifas podem ser temporárias ou modestas, elas expressaram cautela em agir prematuramente, dada a força contínua da economia.
Principais conclusões
- A maioria dos participantes avaliou que alguma redução na taxa de fundos federais este ano provavelmente seria apropriada, citando pressões inflacionárias potencialmente temporárias induzidas por tarifas e sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho.
- Alguns participantes indicaram abertura para considerar um corte nas taxas já na reunião de 29 e 30 de julho, se os dados evoluírem conforme o esperado.
- Alguns participantes acharam que não seria legal reduzir as taxas este ano, expressando preocupações com a inflação ainda acima da meta de 2%.
- A equipe continuou a ver os riscos de inflação como inclinados para cima, com aumentos projetados potencialmente mais persistentes do que as premissas básicas
Lembre-se de que as projeções atualizadas do Fed sugeriam expectativas de dois cortes nas taxas este ano, seguidos por três reduções adicionais nos anos seguintes. No entanto, o “gráfico de pontos” das perspectivas individuais dos membros refletiu uma discordância considerável sobre a extensão e o momento dos cortes futuros.
Link para a ata oficial da reunião do FOMC (junho de 2025)
A ata também revelou discussões em andamento sobre o aprimoramento das ferramentas de comunicação do Fed, incluindo possíveis mudanças no Resumo das Projeções Econômicas e o uso mais amplo de cenários alternativos. Essas melhorias visam transmitir melhor a incerteza em torno das decisões de política monetária.
Reação do mercado:
Dólar americano vs. principais moedas: 5 minutos

Sobreposição do gráfico do dólar americano em relação às principais moedas pela TradingView
O dólar, que tinha estado em queda nas horas que antecederam a divulgação da ata da reunião do FOMC de junho, registrou outra onda de baixa após a divulgação dos números.
Depois de uma breve rodada de realização de lucros, o dólar continuou caindo para testar as mínimas intradiárias e ficou no território negativo em relação à maioria de seus pares até o final do pregão nos EUA.
A moeda norte-americana apresentou fraqueza em relação às moedas ligadas a commodities, caindo 0,11% em relação ao dólar canadense e 0,14% em relação ao dólar neozelandês. O dólar americano também caiu em relação às moedas europeias, recuando 0,15% em relação ao franco suíço e 0,04% em relação ao euro, mas conseguiu encerrar o dia com um ganho modesto de 0,02% em relação à libra esterlina.