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A Web 3.0 é a próxima evolução da Internet.
Para entender a Web 3.0, precisamos voltar no tempo e analisar a Web 1.0, ao mesmo tempo em que observamos o que a Internet nos oferece hoje como Web 2.0.
A Web 1.0 descreve a Internet dos anos 90 e início dos anos 2000. O HTML era a principal linguagem de web design.
Os sites eram feios e cheios de blocos. Eles tinham muito texto, mas incluíam links para... outros sites cheios de texto.
Frames e tabelas eram um recurso aprimorado, mas ainda assim horríveis de se ver!
As velocidades de Internet discada eram a única opção para a maioria das pessoas e as conexões, rodando em linhas POTS (sistema telefônico comum), eram muuuuito lentas.
Você ficava feliz só por conseguir se conectar à AOL para verificar seu e-mail ou conversar com amigos no AIM.
O Netscape Navigator e o Internet Explorer dominavam a guerra dos navegadores da web, e havia muito pouca mídia social.
O Geocities era uma coleção de páginas da web somente para leitura. Pesquisa e leitura eram o que levava a maioria dos usuários à internet naquela época.
A Web 2.0 viu a explosão de experiências de usuário mais ricas e a criação de redes sociais, blogs, wikis e compartilhamento de mídia, principalmente imagens no início.
O Friendster, uma das redes sociais originais, começou em 2002 e revolucionou o upload e a criação de sua própria página de perfil e conteúdo pessoal. O Myspace e o Orkut surgiram em 2003 e 2004, e o Facebook veio logo depois, lançado para o corpo discente da Universidade de Harvard.
As mídias sociais, os mecanismos de busca, os smartphones e o conteúdo gerado pelo usuário (UGC) nos levaram ao que estamos vivendo agora, a Web 2.0.
Há um foco na experiência da interface do usuário, seja no seu desktop, tablet ou smartphone.
Muitos sites agora oferecem experiências de plataforma, com vários aplicativos oferecidos por uma única empresa.
Google, Facebook, Twitter e Netflix estão disputando mais usuários e visualizações de página.
A autopublicação e a contribuição explodiram, com empresas como Facebook, YouTube, Snapchat, Instagram, WordPress, Pinterest e Tiktok oferecendo experiências ricas para os usuários, além de colaboração e comunicação entre eles.
A Web 2.0 é sobre influenciadores e marcas trabalhando para alcançar públicos maiores em dispositivos móveis e computadores, buscando mais receita com publicidade e lucros com vendas.
A Web 3.0 está em desenvolvimento neste momento, descrita como uma fase de evolução que inclui ainda mais interação do usuário, compartilhamento de informações, conectividade descentralizada e tecnologia blockchain em seu núcleo.
O aprendizado de máquina e a inteligência artificial terão um papel mais importante nos aplicativos e serviços que já usamos. Tudo (carros, casas, dispositivos da Internet das Coisas, luzes de Natal, comedouros para cães) estará conectado à Internet, e haverá um grande foco na descentralização, conectividade aprimorada e mais controle do usuário e propriedade dos dados pessoais.
Autoridades centralizadas, como governos e empresas multinacionais gigantescas, ficarão em segundo plano em relação à autogovernança e à propriedade autônoma de várias partes desse novo mundo da Web 3.0, e o indivíduo terá um papel maior na operação de uma rede blockchain, ao mesmo tempo em que tomará decisões sobre a evolução futura da blockchain.
A Internet estará em toda parte, conectando tudo e todos, de forma descentralizada e sem permissão.
Muitas empresas de blockchain e criptomoedas dizem que sua tecnologia blockchain estará no centro da evolução da Web 3.0, mas isso ainda está para ser visto.
Jogos criptográficos play-to-earn (P2E), como Axie Infinity, Decentraland e Sandbox, podem ter vantagem sobre a concorrência, mas muitas blockchains e criptomoedas não relacionadas a jogos estão construindo a infraestrutura da Web 3.0 do futuro.