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Litecoin (LTC) é um tipo de criptomoeda que permite fazer pagamentos instantâneos para qualquer pessoa no mundo.
Foi criada por Charle Lee, um ex-funcionário do Google, em 2011.
Litecoin funciona de forma parecida com o bitcoin, mas com um número máximo maior de moedas que podem ser mineradas. Vão ser produzidos 84 milhões de litecoins, o que é 4 vezes mais unidades monetárias que o bitcoin.
Uma das principais razões pelas quais as pessoas compram Litecoin é que as transações levam muito menos tempo para serem transferidas do que o bitcoin, com uma fração das taxas de transação.
Os blocos de Litecoin também podem ser criados mais rápido, uma vez a cada 2,5 minutos, em comparação com o algoritmo do Bitcoin, que é um bloco a cada 10 minutos.
Ele também oferece recursos como Segregated Witness e Lightning Network, que permitem um processamento mais rápido a um custo menor.
Por que o Litecoin é importante?
A principal vantagem e a principal razão pela qual muitas pessoas compram Litecoin é que ele torna possíveis as compras diárias com criptomoedas.
Quando o preço do bitcoin estava baixo, era possível comprar algo de forma rápida e barata, mas em seu pico histórico em dezembro de 2017, comprar uma única xícara de café com bitcoin teria custado mais de US$ 30 em taxas.
Além disso, a transação levaria pelo menos uma hora para ser processada, talvez mais — o que não é exatamente ideal para compras diárias.
A comunidade de criptomoedas está tentando resolver esse problema com tecnologias como a Lightning Network para bitcoin, mas até hoje esses protocolos ainda não foram totalmente implementados.
Já a Litecoin foi criada pra tornar os pagamentos instantâneos, permitindo que as transações sejam verificadas em minutos, em vez de horas, o que reduz as taxas de transação.
Como funciona a Litecoin?
Muitas criptomoedas são criadas por meio de um processo chamado mineração, que significa que os computadores na rede competem para resolver quebra-cabeças computacionalmente difíceis, que servem para validar as transações.
Os mineradores são recompensados pelo seu trabalho, ou por dedicar poder computacional à rede, recebendo unidades recém-emitidas da criptomoeda.
Esse modelo de dedicar poder computacional para manter uma blockchain e criar uma nova criptomoeda é chamado de prova de trabalho, ou PoW.
Quando a rede chega a um consenso (que é o objetivo do processo de mineração) e registra uma transação na blockchain, é muito difícil alterar ou invalidar esse trabalho, porque fazer alterações exigiria voltar e refazer todo o trabalho já feito.
A quantidade de poder computacional e energia necessária para desfazer transações confirmadas torna prática e economicamente difícil fraudar uma blockchain mantida por prova de trabalho.
O Bitcoin e o Litecoin dependem da prova de trabalho, mas utilizam métodos diferentes para realizar o processo, o que acaba por resultar em diferenças na velocidade e no custo das transações.
O Bitcoin usa o algoritmo de hash SHA-256, que precisa de equipamentos ASIC (Circuito Integrado de Aplicação Específica) caros e às vezes difíceis de encontrar, enquanto o Litecoin pode ser minerado em GPUs (Unidade de Processamento Gráfico) mais baratas e comuns, encontradas em placas de vídeo de computadores.
Litecoin funciona com o chamado algoritmo Scrypt, que não permitiu o salto para a mineração em configurações ASIC, mantendo as barreiras de entrada mais baixas, pelo menos no início.
Hoje, a mineração de litecoin (assim como a mineração de outras criptomoedas) está ficando mais complicada e cara.