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Hiperinflação é quando os preços sobem muito rápido porque o dinheiro do país perde valor.

Em outras palavras, a hiperinflação é uma inflação super rápida.

Isso geralmente acontece quando há um grande aumento na oferta de dinheiro que não é acompanhado pelo crescimento do produto interno bruto (PIB), o que causa um desequilíbrio entre a oferta e a demanda por dinheiro.

Os economistas geralmente usam esse termo para se referir a episódios em que a taxa de inflação mensal ultrapassa 50%.

À medida que a oferta de dinheiro aumenta, a demanda por dinheiro diminui. Na prática, a hiperinflação tende a resultar em uma rápida desvalorização do dinheiro.

A hiperinflação não só torna o dinheiro sem valor, como também destrói a economia.

Por exemplo, a hiperinflação na Venezuela começou em 2016. Desde então, a economia do país entrou em colapso.

Durante a Grande Crise Financeira, o Zimbábue registrou a segunda maior incidência de hiperinflação da história. A taxa de inflação do país em novembro de 2008 foi de incríveis 79.600.000.000% (uma taxa de inflação diária de 98%).

O que causa a hiperinflação?

A hiperinflação geralmente ocorre quando há um aumento significativo na oferta de dinheiro que não é sustentado pelo crescimento econômico. Simplificando, ela é causada pelo aumento dramático da quantidade de dinheiro em uma economia.

O aumento da oferta monetária é frequentemente causado pelo governo imprimindo mais dinheiro na economia doméstica. Como há mais dinheiro em circulação, os preços sobem.

Quais são os efeitos da hiperinflação?

A hiperinflação desvaloriza rapidamente a moeda local, à medida que os preços dos bens e serviços aumentam em conjunto com o aumento da oferta monetária.

Essa situação, na prática, muitas vezes faz com que quem tem a moeda local minimize seus ativos e mude para moedas estrangeiras mais estáveis.

Na tentativa de evitar pagar preços mais altos amanhã devido à hiperinflação, as pessoas geralmente começam a acumular bens duráveis, como equipamentos, máquinas, joias, etc.

Em situações de hiperinflação prolongada, as pessoas começam a acumular bens perecíveis.

No entanto, essa prática causa um ciclo vicioso.

À medida que os preços sobem, as pessoas acumulam mais bens, o que, por sua vez, cria uma maior procura por bens e aumenta ainda mais os preços.

Se a hiperinflação continuar sem controle, quase sempre acaba causando um grande colapso econômico.

A hiperinflação grave pode fazer com que a economia doméstica mude para uma economia de troca, com repercussões significativas na confiança das empresas.

Por exemplo, com a taxa de desemprego ultrapassando 70%, as atividades econômicas no Zimbábue foram paralisadas e transformaram a economia doméstica em uma economia de troca direta.

Também pode destruir o sistema financeiro, pois os bancos ficam relutantes em emprestar dinheiro.